quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Fantasmas

"Em campos de batalha, após o conflito, balas de canhão espalhadas por toda parte, ele havia convivido com milhares de fantasmas, todos eles cheios de ressentimentos, a zanzar, ou plantados nos portões dos cemitérios e em casas de fazendas abandonadas onde sobreviventes semienlouquecidos eram os que mais costumavam vê-los, se bem que alguns deles nem sabiam direito de que lado estavam daquela fronteira quase invisível..."

Thomas Pynchon (1937-). Contra o dia (2006). São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p. 1005

Nenhum comentário: