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sábado, 15 de agosto de 2009

Nelson Rodrigues

"Ah, os nossos libertários! Bem os conheço, bem os conheço. Querem a própria liberdade! A dos outros, não. Que se dane a liberdade alheia. Berram contra todos os regimes de força, mas cada qual tem no bolso a sua ditadura".

"As feministas querem reduzir a mulher a um macho mal-acabado".

"Antigamente, o defunto tinha domicílio. Ninguém o vestia às pressas, ninguém o despachava às escondidas. Permanecia em casa, dentro de um ambiente em que até os móveis eram cordiais e solidários. Armava-se a câmara-ardente numa doce sala de jantar ou numa cálida sala de visitas, debaixo dos retratos dos outros mortos. Escancaravam-se todas as portas, todas as janelas; e esta casa iluminada podia sugerir, à distância, a idéia de um aniversário, de um casamento ou de um velório mesmo".

Nelson Rodrigues (1912-1980)

Otto Lara Resende (1922-1992) entrevista seu amigo Nelson Rodrigues, na TV Globo, em 1977:

Parte 1
Parte 2
Parte 3

domingo, 26 de julho de 2009

Bleu

Cena final de um dos filmes mais fascinantes que eu já vi: A Liberdade é azul, dirigido na França pelo cineasta polonês Krzysztof Kieslowski. Assisti a esse filme em 1994, no Cine Belas Artes Liberdade, em Belo Horizonte, e lembro-me perfeitamente desta cena. Quando terminou, fiquei pregado na poltrona, sem noção de tempo e espaço, sentindo a Eternidade num instante. Muito bom. CLIQUE AQUI
Trailer

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Clarice Lispector

Entrevista que a escritora Clarice Lispector (1925-1977) deu ao jornalista Júlio Lerner em 1977:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

sábado, 9 de maio de 2009

Père Lachaise

Passeio fascinante, ao som de "Noturno", de Chopin: Clique aqui

sábado, 2 de maio de 2009

domingo, 9 de novembro de 2008

Michel Foucault e Noam Chomsky

Encontro histórico: Michel Foucault e Noam Chomsky discutem a natureza do Poder.
Excelente!

Clique aqui e veja um trecho da discussão

domingo, 29 de junho de 2008

A obra do gênio

Faz parte das regras do convívio social respeitar as pessoas pelos cargos que ocupam, pela titulação, pela idade, pela competência, pela riqueza, etc., mas não vejo razão para exageros da parte de quem respeita nem da de quem é respeitado. No Brasil, políticos, empresários, juízes, médicos, artistas, etc. são muitas vezes colocados sobre pedestais, e ali, muitos deles se julgam semi-deuses. Eles merecem ser respeitados, mas julgá-los importantes demais e fazê-los crer que realmente o são é ridículo. Tudo flui, já dizia Platão; dinheiro, cargos e posição social acabam, e muito rápido! A vida é um piscar de olhos. Segundo o célebre historiador austríaco Ernst Gombrich, o Tempo é “um rio com ondas ruidosas como as ondas do mar. O vento é forte, a crista das ondas é coberta de espuma. Ao ritmo das ondas, gotículas sobem à superfície e depois desaparecem. A crista da onda as carrega por um instante, depois elas voltam a cair, como engolidas, e desaparecem. Saiba que cada um de nós não é nada mais do que essa gota cintilante, minúscula, sobre as ondas do tempo que correm debaixo de nós para mergulhar na névoa indefinível do futuro. Nós emergimos da água, olhamos à nossa volta e, antes mesmo de percebermos, já desaparecemos. É impossível nos ver no grande rio do Tempo. Constantemente novas gotas vêm à tona. E o que chamamos de nosso destino nada mais é do que nossa luta no meio dessa multidão de gotas, o tempo de um simples subir e descer da onda”.
No rio do Tempo, poucas pessoas deixam obras realmente geniais. Não vejo diferença entre a boa obra de um juiz ou de um político e a de uma mãe que criou seus filhos com amor e dedicação. A obra do gênio é diferente. Ela é imortal, universal, e é assim que eu vejo a obra de Johann Sebastian Bach (1685-1750). Sua música é genial. Ao ouvi-la, temos a sensação de que não foi um simples mortal que a compôs, mas um espírito realmente superior.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Experiência fantástica

Decolar do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro

domingo, 13 de janeiro de 2008

Volta para casa


Finalmente tinha chegado o dia da tão esperada “volta para casa”. Nunca vou me esquecer desta cena: a imagem turva da cidade através da janela do avião, embaçada pelas lágrimas que não paravam de cair, e logo o grande oceano à frente, à minha espera, para a longa travessia. Ó Lisboa! Como te conheço! Como te sofri! Como te amo! Como te odeio! Com suas ruas e colinas cheias de história e encanto! Com seus sons, seus cheiros, sua dor... Como te senti!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Ponto



Vídeo muito interessante!

domingo, 6 de janeiro de 2008

Cena do chuveiro



Um banho de chuveiro num motel de beira de estrada. Somente a mão de um gênio poderia transformar um gesto tão banal em sinônimo de medo, suspense, terror, mistério e agonia. Alfred Hitchcock, o mestre do suspense, conseguiu. A cena do assassinato da personagem interpretada por Janet Leigh em “Psicose” [1960] já foi escolhida por críticos franceses como “a mais memorável” da história do cinema. Filmada em setenta ângulos diferentes durante sete dias, a seqüência do chuveiro dura apenas quarenta e cinco segundos, mas já rendeu quatro décadas de fama a Janet Leigh, uma atriz de sorte que parece estar sempre no filme certo na hora certa.